03 Março, 2009
25 Agosto, 2008
06 Dezembro, 2007
17 Julho, 2006
redatora - publicidade


Título 1: "Você vai se sentir um menino na frente do primeiro
estojo de lápis de cor."
Título 2: "Para escolher, use um critério rigoroso: unidunitê."
Título 3: "Já que a lei proibe a poligamia, pratique a policromia."
Título 4: "A vida é curta demais para ser monocromática."
Título 5: "A vingança: você levando horas pra escolher uma roupa
enquanto sua mulher espera."
Título 6: "Se os cachorros só vêem em preto e branco, isso prova
que a sua namorada está errada a seu respeito."
Briefing: campanha voltada ao público masculino, destacando
a grande variedade de cores das camisas da marca Individual.
Peças: Aúncios impressos.
Cliente: Dudalina

Título 1: "Você não vai deixar seu filho com uma mulher desinformada, vai?"
Subtítulo: "Dê uma assinatura da Folha para sua mãe."
Título 2: "Sua mãe vai parar de falar do vizinho para falar do Mercosul."
Título 3: Nos almoços de domingo, troque a polenta pela polêmica."
Briefing: anúncio de oportunidade Dia das Mães.
Peças: anúncios impressos.
Cliente: Folha de São Paulo

Título1: "Mantenha a cerveja na lateral-direita que hoje tem."
Título 2: "Deixe a esposa na reserva que hoje tem."
Briefing: divulgar pay-per-view campeonato paranaense.
Peças: anúncios impressos.
Cliente: Net Paraná
16 Julho, 2006
editora e redatora da Shop in


A revista Shop in foi criada especialmente para os clientes do Catuaí, um dos principais shoppings da cidade de Londrina, no Paraná. Em seu conteúdo, encontramos as seguintes seções: comportamento, perfil, moda, beleza, vitrine (com destaques para produtos encontrados no shopping), culinária e coluna social. Leia algumas matérias no final deste portfolio.
À procura do desconhecido
Por Cristiana SoaresA volta ao mundo começou quando João Livoti, ao completar 15 anos, ganhou de seus pais uma viagem de duas semanas a Paris. Lá, vendeu a passagem e não voltou antes dos 16. Rodou toda a Europa. Trabalhou e se virou sozinho. Conheceu novas culturas e fez amigos por todos os cantos. Hoje, aos 30, empresário bem-sucedido, já explorou boa parte do globo. Até o ar gélido da Patagônia, no extremo sul do mapa, ele respirou. Depois de conhecer 54 países, Livoti ainda não está satisfeito. Pretende até os 60, alcançar dois terços do planeta.
Mas se você pensa que esse homem faz as malas, vai até o aeroporto e pega um avião, tranqüilamente, está enganado. Estamos falando de um legítimo aventureiro. E todo o aventureiro que se preza gosta mesmo é de dificultar o processo da viagem. Quanto pior, melhor. Passar aperto e encarar desafios é com ele mesmo. Não apenas conhece os lugares, mas vive intensamente cada situação que aparece pela frente. Como por exemplo, atira-se de um precipício de 60 metros preso somente a uma tira elástica. Pois Livot foi um dos primeiros a praticar bungy jumping, na Nova Zelândia.
“Se não morri na primeira, não vou morrer na segunda”. Assim funciona a cabeça de um típico caçador de aventuras, que no Peru escalou montanhas nevadas e na França despencou por correntezas em um bote de borracha. Ainda planeja saltar de pára-quedas, projetar-se no ar impulsionado por um estilingue gigante, comprar um aviãozinho para viajar de um país ao outro e muito mais estripulias. Safári, só se for ecológico. Esportes, só os radicais.
Além de correr atrás do perigo, João Livoti também é empresário. E quem toca a empresa quando ele está fora? “Investi muito no pessoal, dando autonomia e delegando poderes às pessoas que administram a empresa junto comigo”, responde. “Certa vez fiz uma viagem de um mês e quando voltei eles tinham aberto uma nova filial", completa. Questionado sobre o porquê de executivos e empresários gostarem tanto de aventuras e esportes radicais, Livoti comenta “Administrar uma empresa no Brasil é o esporte mais radical que se pode praticar. Além disso, a gente se desgasta muito mentalmente enquanto o desgaste físico é o menor possível. É preciso compensar. Há ainda os princípios práticos que trazemos para a empresa como por exemplo correr riscos e enfrentar o medo”.
Se os negócios não atrapalham, a esposa não cria obstáculos. “Ela me dá a maior força. Sempre que a faculdade deixa, ela me acompanha. É claro que quando estamos separados sentimos saudades”. Filhos, segundo ele, é uma aventura para mais tarde.
Depois de um namoro de 10 anos com o Jeep Land Rover, finalmente, Livoti comprou o seu: “Agora não tenho mais limites”, imagina. Diz que a marca Land Rover é como se fosse um time para o qual se torce. Está relacionada a um estilo de vida e tem adeptos pelo mundo todo. O Land Rover de Livoti está equipado com fogão e cama. Nele, já foi até a Patagônia. O próximo destino será a África. Antes disso, o Jeep será usado como base para um rali de moto – 1ª etapa do Sul Americano, SP-Natal. Como também é um apaixonado pela fotografia, Livoti conjugou as duas coisas e pretende produzir um livro de viagem: “O mundo pelas janelas de um Land Rover”.
Planejar, planejar, planejar. Aqui começa o prazer da aventura. A organização de cada detalhe com o devido cuidado técnico, o estudo minucioso de mapas e cartas meteorológicas e até a procura de patrocinadores. Esta etapa consome bastante energia e muitas vezes é mais longa do que a própria aventura. Por isso, Livoti já está a todo vapor na preparação de sua próxima viagem com destino à África.
Livoti vai adentrar a região no seu Land Rover. Algumas dificuldades já são visíveis: a falta de infra-estrutura local, doenças tropicais, problemas com a língua falada (dialetos) e até a dificuldade em encontrar combustível. Motivos suficientes para desanimar qualquer sujeito. Mas aí é que começa a graça para esse empresário explorador dos sete mares, que tem como maior objetivo o circuito Paris-Dakar. Para chegar lá é preciso um bom currículo. Ele tem se esforçado
Maternidade. Antes e depois
Por Cristiana SoaresExiste coisa pior do que sair para trabalhar e deixar seu pimpolho chorando, com os bracinhos esticados, implorando que você não vá? Cheia de culpa, sai porta afora, num rio de lágrimas. Tudo isso depois do engorda-emagrece da gravidez, enjôos, mudanças de humor, dor durante e depressão depois do parto. Além das noites sem dormir, é claro. As idas aos cinemas e jantares diminuíram, o namoro também e às vezes você não pode nem tomar um copo de água até o final. Ufa! Para quem quer continuar existindo como indivíduo e pensa em ter filhos, o quadro é desanimador.
Segundo a psicóloga Maria Tereza Maldonado, a gravidez e a fase pós-parto são períodos críticos no desenvolvimento emocional da mulher. A partir de então, sua personalidade muda. Inúmeros são os fatores que promovem essa mudança. Os hormônios, o novo papel social, as transformações do corpo, a mudança da relação com o marido (ou com outros filhos) e a expectativa em relação ao bebê são alguns deles. A mulher se depara com uma nova realidade de vida. Novas tarefas, responsabilidades, aprendizagens e descobertas.
Mônica Sciarra Mandela, 29, mãe de Nicole, um ano e 10 meses, comenta: ”Minha gravidez foi ótima, trabalhei até os últimos dias antes do parto. Porém, quatro meses depois, tive uma crise de depressão. Apesar de estar tudo certo e amar demais a minha filha, sentia muita falta do trabalho e uma certa inferioridade em relação ao meu marido. Quando Nicole tinha sete meses, resolvemos viajar para o exterior durante 20 dias. Todo mundo meteu a boca porque deixei minha filha".
Os pontos críticos neste período são: o conflito de identidade e o relacionamento entre o casal. “Na minha gravidez, eu e o meu marido ficávamos preocupados com a mudança que meu corpo sofreria, mas depois de um certo tempo, o medo passou e começamos a curtir a gravidez”, diz Sarita Giovanini calado, 30, empresária, mãe de Enrico, três anos e oito meses e Luíza, seis meses. “No começo, não sabia como dividir o afeto entre meu filho e meu marido. Como o bebê precisava muito mais de mim... o meu marido acabou se sentindo à parte”, conta Ester Dequêch, 26, artista plástica, mãe de Davi, seis meses. É muito comum, neste momento, que um dos dois (marido ou mulher) sinta-se abandonado pelo companheiro, pois o bebê passa a ser o centro das atenções.
Crises existenciais, brigas de casal e frustrações profissionais podem fazer parte do cotidiano. Mas o mais interessante é que, paradoxalmente, a mulher também vive sentimentos de realização. “Com a Nicole voltei à minha infância. Revivi um tempo que foi muito bonito. Sem preocupações, sem problemas”, diz Mônica. O próprio status de mãe traz sensação de plenitude, bem estar, segurança, força e coragem. O contato com o bebê é superestimulante. O clima de carinho e afetividade, os cuidados de provedora e a amamentação são experiências únicas. “Amamentar é dar a vida. É a realização total”, suspira Suzana Reis Franchello, arquiteta e mãe de Mariana, um ano e 11 meses.
Depois de ultrapassada a fase mais crítica, o casal consegue se reorganizar. Com a situação sob controle, marido e mulher voltam a dar atenção um ao outro. “Não é o sentimento que muda, é a rotina diária. Por isso é fundamental que se tire um tempo para o casal”, aconselha Sarita.
É nesse solo fértil de emoções que a metamorfose acontece. As mulheres entrevistadas são unânimes em afirmar que logo se aprende a lidar com os problemas gerados nessa fase. A partir de então, nasce uma nova mulher, mais madura e que não sente saudades do que ficou pra trás, pois mesmo tendo perdido parte da sua liberdade, está ganhando uma nova dimensão de vida. “Os valores mudaram. Não sou mais tão fútil”, diz Sarita “Você vai aprendendo com a criança. Pensando e refletindo sobre coisas que não tinha pensado antes", conclui Mônica.
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